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A palavra transplante, por si só, assusta. No caso do tratamento capilar, ela retrata um procedimento minucioso e demorado, que confere resultados muito naturais ao paciente. Na técnica FUE, que é a mais recente, ocorre a redistribuição de uma grande quantidade de fios, de modo conservador, para o tratamento de diversos graus de calvície.

O procedimento começa fazendo micropunções na região doadora do cabelo do próprio paciente. Por conta disso, não há risco de rejeição. “Começamos pela manhã, com anestesia local, soltando folículo por folículo saudável da área doadora do próprio paciente. Nesse procedimento, precisamos retirar o folículo inteiro, que é composto pela glândula sebácea, onde estão as células tronco, e de um a quatro fios de cabelo do paciente. Depois de soltar os folículos, retiramos todos com uma pinça”, explica o Dr. Lucas Telles, especialista em tratamento capilar.

Diferente do que parece, a seleção dos folículos a serem retirados leva em conta uma estatística médica. Uma pessoa pode perder até 50% dos fios de cabelo de uma região, sem que a calvície se torne aparente. “Nós não vamos retirar áreas inteiras da cabeça do paciente, como acontece no transplante tradicional. Com o FUE, os folículos são retirados espaçadamente, levando em conta a natureza dos fios. Assim, após a retirada dos folículos, não é possível perceber a sua ausência no local de origem”, explica o Dr. Lucas.

Os cabelos são escolhidos a partir de suas características, que combinam com a região receptora. Por exemplo, se o paciente possui cabelos mais finos na região da fronte, o médico vai procurar cabelos semelhantes para transplantar. Nesse processo já dá para notar como o FUE é minucioso. “Costumo dizer que o FUE é uma técnica de reposicionamento dos fios. Retiramos de um lugar com abundância de fios e os recolocamos onde não há”, diz o Dr. Lucas.

Feita a coleta de folículos, faz-se necessário preparar a região doadora. O paciente fica deitado, em uma cadeira confortável e inclinada. O médico então realiza pequenos furinhos na área calva do paciente e insere fio a fio. A própria glândula sebácea do folículo age como cola e prende o folículo em sua nova região. O cabelo transplantado mantém a característica da sua região de origem (que não é androsensível) e são permanentes, ou seja, uma vez fixados, não voltam a mais a cair

“O paciente não pode pentear o cabelo logo no dia seguinte ao procedimento, mas, passadas 48 horas, o couro cabeludo já cicatriza e, alguns dias depois, a vida fica normal, mas com novo visual”, diz o Dr. Lucas.

Devido ao trabalho minucioso deste procedimento, estima-se que cada transplante utilizando FUE leve em torno de 8 horas. Mas não é um período doloroso para o paciente. “Como leva anestesia local, o paciente pode comer, ir ao banheiro, mexer no celular quando precisar, que nós estaremos trabalhando na sua cabeça, reposicionando seus fios de cabelo”, finaliza o Dr. Lucas.