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Você toma colágeno em cápsulas ou em pó? Saiba que esse consumo pode fazer tanto bem para sua saúde como as receitas da vovó, consumindo gelatina. No entanto, com o colágeno, certamente você gastou muito mais do que se tivesse degustado apenas a sobremesa!

O colágeno entra na categoria dos nutracêuticos (nutriente + farmacêuticos), que são nutrientes com a capacidade comprovada de proporcionar benefícios à saúde, considerando tanto a prevenção como o tratamento de algumas doenças. É como se neste preparado farmacêutico houvesse mais concentração dos nutrientes, que podem ser vitaminas, minerais, enzimas, entre outras substâncias. Mas, seu consumo por conta própria, como todo medicamento, pode trazer riscos à saúde ou, na maior parte das vezes, não fazer qualquer efeito em você.

Foi essa uma das discussões que ocorreram no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, em Goiânia, no início deste mês de maio, evento do qual o Dr. Fernando Sens Fagundes participou. “O uso excessivo dos nutracêuticos, como o colágeno via oral, sem um protocolo ou uma razão para sua administração pode até fazer mal. Tanto a carência (hipovitaminose) como o excesso (hipervitaminose) destas substâncias causam problemas de saúde e, por isso, faz-se necessário consultar sempre um médico dermatologista. Ultimamente é difícil receber um paciente que não esteja tomando algo por conta própria”, explica Dr. Fernando Fagundes.

Com o acesso à informação equivocadas e a propaganda dos nutracêuticos sempre persuasivas, as pessoas acabam comprando os nutracêuticos por conta própria. No caso do colágeno, por exemplo, trata-se de uma substância abundante no corpo, responsável pela estrutura, força e elasticidade da pele, além de vários benefícios nos ossos, articulações, tendões, entre outros órgãos. Como nutracêutico, são vendidos colágenos hidrolisados ou em fragmentos de peptídeos. Ao administrá-lo via oral, vai precisar passar pelo processo digestivo e tornar esse colágeno absorvível. Mas, também é preciso criar a estrutura para essa absorção ser possível, como o consumo de vitamina C, minerais e antioxidantes, e dar sorte do seu corpo utilizá-lo em benefício da sua pele, em detrimento de outras necessidades fisiológicas.

“Uma alimentação adequada e equilibrada, por si só, já auxilia na reposição do colágeno para a pele. O colágeno diretamente isolado é fragmentado pelo processo digestivo e utilizado para quaisquer necessidades do corpo, não necessariamente na pele. Hábitos saudáveis, consumo de água, sem exposição exagerada ao sol, poluição ou estresse são um bom caminho para manter seu nível de colágeno em dia. Não existe nenhuma evidencia científica que o uso isolado de colágeno via oral tenha realmente impacto expressivo na qualidade de pele, o que se observa é que a sua associação em um protocolo de tratamento com objetivo claro e com tempo definido e combinado com múltiplos tratamentos trazem benefício, mas sempre respeitando a individualidade”, explica o Dr. Fernando, indicando a consulta com especialista, sempre que possível, para suplementar o colágeno adequado para cada caso, dentro dos limites fisiológicos de cada paciente.

Vai ser em uma consulta com o médico dermatologista que você saberá de quanto colágeno precisaria suplementar, qual é a melhor composição para o seu caso e se algum outro procedimento cosmiátrico pode dar uma forcinha para estimular o colágeno da sua pele. Vale conhecer mais sobre luz pulsada, lasers, bioestimuladores, skinboosters e outros procedimentos.